
O Mercado de Notícias é um filme para se visto por todos os estudantes de Jornalismo. Por que além dos depoimentos e da montagem da peça, o longa trabalha numa outra frente, que tem um lado mais investigativo. Mesmo focando no Excelente ou bom Jornalismo, Jorge Furtado acaba caindo no jornalismo ruim ao apresentar alguns estudos de caso, em que analisou ponto a ponto de algumas matérias que ganharam destaque na mídia nos últimos anos.
São quatro os casos reais estudados pelo filme: a Escola Base em São Paulo, em que administradores foram acusados de pedofilia e massacrados pela mídia para depois serem inocentados; o episódio da bolinha de papel que atingiu o candidato José Serra na corrida presidencial de 2010; a crise da tapioca do ministro Orlando Silva, que usou o cartão corporativo para comprar uma tapioca.; e o caso do Picasso do INSS, em que um importante jornal do país publicou uma reportagem dizendo que havia um quadro de Picasso na sede do INSS em Brasília.
Foi o próprio cineasta Jorge que encontrou esse texto por acaso, enquanto fazia pesquisas sobre o tema e, em parceria com professora Liziane Kugland, traduziram a peça para a língua portuguesa. Essa obra foi escrita em 1625, poucos anos após o início da atividade jornalística impressa no Reino Unido, que se deu a partir de 1622.
A peça de teatro filmada é uma comédia de autoria do dramaturgo inglês Ben Johnson e o contemporâneo de William Shakespeare,A trama se desenvolve numa agência de notícias, em torno de dois pretendentes à mão de uma jovem rica que se chama, sugestivamente, Pecúnia. Ela tem quatro amas cujos nomes também são engraçados: Tagarela, Expectativa, Censura e Prazeres. No desenrolar da história vê-se a crítica do autor à credibilidade da notícia, bem como a avidez da sociedade por fatos banais ou vulgares
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